MAAT inaugura três exposições no âmbito dos 10 anos do museu
Exposições de Joana Vasconcelos e João Pimenta Gomes e uma mostra sobre as publicações do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) são hoje inauguradas, em Lisboa, no âmbito das comemorações dos 10 anos da instituição.

"Venus – Valentino Garavani pelo olhar de Joana Vasconcelos" apresenta um diálogo entre arte e alta-costura, reunindo obras da artista portuguesa e mais de 40 criações de alta-costura e pronto-a-vestir de Valentino Garavani, segundo o MAAT.
A exposição chega a Lisboa numa versão adaptada do projeto original desenvolvido pela Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, em parceria com a Valentino S.p.A., apresentado pela primeira vez em janeiro deste ano no espaço cultural criado em Roma por Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti.
Concebida especificamente para o MAAT, a exposição desenvolve-se nas Galerias 1 e 2, onde obras icónicas e novas criações de Joana Vasconcelos estabelecem um diálogo com peças do 'designer' italiano, segundo informação no 'site' do museu.
Entre as novas obras está "Valkyrie Venus", produzida em 2025, uma escultura têxtil monumental que constitui o núcleo da exposição e uma reflexão sobre o legado de Valentino.
Integram ainda o projeto "Venus", da série "Pinturas em Crochet", inspirada num motivo de Josef Hoffmann presente na coleção Valentino Garavani Haute Couture Outono-Inverno 1989-90, e "Sacro Cuore", uma escultura têxtil suspensa.
A exposição inclui também trabalhos emblemáticos de Joana Vasconcelos, como "Marilyn", os monumentais sapatos de salto alto feitos a partir de panelas e tampas, "Jardim do Éden", instalação imersiva que convida o visitante a percorrer um labirinto de flores artificiais, e "Coração Independente #3", escultura construída com talheres de plástico que recria um tradicional coração de Viana.
Joana Vasconcelos foi a vencedora da primeira edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP, em 2000, e é reconhecida pelas suas instalações de grande escala e impacto cénico.
Na MAAT Gallery, a exposição "New Age", de João Pimenta Gomes, com curadoria de Bruno Marchand, apresenta uma instalação que explora a relação entre a perceção visual e as múltiplas materialidades do som.
Composta por cerca de dez objetos metálicos ressonantes em forma de folhas, "New Age" foi concebida especificamente para a Sala de Projetos do MAAT, tendo em conta as características arquitetónicas daquele espaço.
Já "Expor, publicar: o MAAT impresso (2016–2026)", com curadoria de Nuno Ferreira de Carvalho, faz um balanço da produção editorial do museu ao longo da primeira década de atividade.
A exposição reúne publicações produzidas pelo MAAT em diálogo com artistas, curadores, designers gráficos, fotógrafos, tradutores e outros intervenientes, entre catálogos e guias de exposições, monografias, livros de artista e antologias de ensaios.
As três mostras, que são hoje à noite inauguradas e abrem ao público na sexta-feira, integram as comemorações dos 10 anos do museu, que decorrem a partir de sábado com várias iniciativas para celebrar a abertura, em 2016.
Entre as iniciativas previstas estão visitas guiadas às exposições, oficinas de ciências, performance de ópera e um mercado solidário, com atividades gratuitas, condicionadas à lotação e sujeitas a inscrição no próprio dia, na bilheteira do MAAT Central.
Situado na frente ribeirinha da zona histórica de Belém, o MAAT ocupa uma área de 38 mil metros quadrados, que integra a Central Tejo, antiga central termoelétrica construída em 1908 e reconvertida em museu, e o edifício desenhado pelo estúdio britânico AL_A - Amanda Levete Architects.
Os dois edifícios, que acolhem exposições e eventos, estão ligados por um jardim projetado pelo arquiteto paisagista libanês Vladimir Djurovic.
