Metro de Lisboa recebe Esmeralda, um novo investimento na sua infraestrutura
A nova esmeriladora de carril, conta com um investimento de 8 milhões de euros e reforça a manutenção preventiva da rede.

O Metropolitano de Lisboa rececionou a Esmeralda, a sua nova esmeriladora de carris, um equipamento pesado de manutenção ferroviária que representa um investimento de 7.994.137,00 de euros e que vem substituir a atual esmeriladora, em funcionamento desde 1976.
A receção do novo equipamento decorreu nas instalações do Parque de Material e Oficinas II, nas Calvanas, numa sessão institucional presidida pelo Ministro das Infraestruturas e Habituação, Miguel Pinto Luz.
A Esmeralda, nome com que o Metropolitano de Lisboa batizou este novo veículo, terá um papel essencial na manutenção preventiva da infraestrutura ferroviária. A sua função é corrigir o desgaste natural dos carris provocado pela circulação diária dos comboios, repondo o perfil adequado da via e contribuindo para melhores condições de segurança, fiabilidade e conforto.
As operações de esmerilagem são realizadas durante a noite, fora do horário de exploração, de forma a não interferir com o serviço prestado aos clientes. Ao corrigir irregularidades nos carris, este equipamento contribui para reduzir vibrações e ruídos, prolongar a vida útil da infraestrutura e assegurar melhores condições de desempenho da rede.
Além da intervenção física nos carris, a nova esmeriladora integra sistemas de auscultação da linha, que permitem recolher informação técnica sobre o estado da via. Estes dados apoiarão uma gestão mais eficiente e sustentada das intervenções, permitindo identificar com maior precisão quando e onde atuar.
Para a dimensão da atual rede do Metropolitano de Lisboa, a execução completa do plano de esmerilagem demora cerca de 24 meses, sendo realizada de acordo com as necessidades técnicas da infraestrutura, a geometria da via e a intensidade da operação.
A chegada da nova esmeriladora representa mais do que a substituição de um equipamento: é um investimento na infraestrutura que sustenta, todos os dias, o serviço público de transporte prestado pelo Metropolitano de Lisboa.