Mitos e verdades sobre pneus: o que precisa mesmo de saber

08-10-2026

Pressão mais baixa melhora a aderência; os pneus só se desgastam com o uso; todos os pneus se desgastam da mesma forma? Embora pareçam inofensivos, estes mitos podem afetar a segurança e o desempenho do veículo. Reunimos as mais comuns.

Apesar de serem o único ponto de contacto do veículo com a estrada, muitos condutores continuam a desconhecer aspetos essenciais sobre os pneus. Persistem ideias feitas sobre pressão, profundidade do piso ou idade que não correspondem à realidade e podem afetar o desempenho, a segurança e a vida útil deste componente essencial.

Com o objetivo de promover uma condução mais segura e responsável, a Bridgestone, líder global em pneus premium e soluções de mobilidade sustentável, desmistifica os principais mitos relacionados com os pneus.

Mito 1: não é preciso verificar pneus novos

Um pneu novo também exige verificações regulares. A pressão de insuflação e o estado geral, cortes, fissuras, falta de borracha ou outros danos, devem ser monitorizados para garantir desempenho e segurança. A pressão deve ainda ser ajustada às condições de utilização do veículo, sempre de acordo com as especificações do fabricante.

Mito 2: se ainda tiver piso, o pneu está em perfeitas condições

A profundidade do piso é um indicador importante do estado de um pneu, mas não deve ser o único critério de avaliação. Desgaste irregular, cortes, fissuras, falta de borracha ou danos nas paredes laterais também podem comprometer o desempenho. Mesmo quando parece estar em bom estado, um pneu pode ter perdido eficácia devido ao envelhecimento do composto de borracha ou a uma manutenção inadequada. Por exemplo, se a borracha estiver endurecida, pode manter uma profundidade de piso legal, mas perder elasticidade, aderência e segurança. Por isso, é essencial fazer inspeções regulares e estar atento a sinais como vibrações, aumento da distância de travagem, perda de estabilidade ou alterações na resposta da direção. Perante qualquer um destes sinais, deve recorrer-se a uma oficina especializada.

Mito 3: reduzir a pressão aumenta a aderência

Ao contrário do que muitas vezes se pensa, reduzir a pressão dos pneus não melhora a aderência. Os pneus são concebidos para funcionar a uma pressão específica, que otimiza a área de contacto com a estrada e assegura o desempenho previsto pelo fabricante. Quando a pressão é insuficiente, esse equilíbrio é afetado: a capacidade de resposta diminui, sobretudo em travagens ou mudanças bruscas de direção, e a segurança pode ficar comprometida. Além disso, a pressão baixa provoca desgaste prematuro e irregular, aumenta a resistência ao rolamento e contribui para um maior consumo de combustível.

Uma pressão excessiva também não é recomendada. Embora possa reduzir ligeiramente a resistência ao rolamento e o consumo de combustível, compromete o comportamento em estrada e a segurança, podendo diminuir a tração e aumentar as distâncias de travagem. Em situações extremas, aumenta o risco de danos por impacto, sobretudo ao passar por buracos ou passeios. Ao encher os pneus, deve seguir-se sempre a pressão recomendada pelo fabricante do veículo, indicada no manual do proprietário, no pilar da porta do condutor ou na tampa do depósito de combustível.

Mito 4: os pneus dianteiros e traseiros desgastam-se da mesma forma

O desgaste depende de vários fatores, como o tipo de veículo, o sistema de tração, a distribuição de peso, o estilo de condução e o estado da suspensão e da direção. Nos automóveis de tração dianteira, que representam grande parte do mercado, os pneus da frente tendem a desgastar-se mais. Por isso, além de verificar regularmente a pressão e o estado dos pneus, é importante fazer a sua rotação, aproximadamente a cada 10.000 km ou de acordo com as recomendações do fabricante. Este cuidado promove um desgaste mais uniforme, ajuda a manter o equilíbrio do veículo e prolonga a vida útil dos pneus.

Mito 5: se não conduzir com muita frequência, os pneus quase não envelhecem

Além da quilometragem, também a passagem do tempo afeta os pneus. Embora não tenham um prazo de validade estrito, os materiais e compostos perdem qualidades devido à exposição solar, às temperaturas e às condições ambientais. Por isso, é importante conhecer a idade do pneu, que pode ser verificada através do código DOT na parede lateral, onde constam a semana e o ano de fabrico. A partir dos cinco anos, recomenda-se uma inspeção anual; aos 10 anos, o pneu deve ser substituído, ou antes se apresentar sinais de deterioração, para preservar a elasticidade e a tração.

Mito 6: um pneu furado significa sempre que é preciso substituí-lo

Nem todos os furos obrigam à substituição. Em muitos casos, a reparação é possível e permite continuar a utilizá-lo em segurança, desde que a avaliação e a intervenção sejam feitas por um profissional qualificado. Quando a substituição for necessária, deve ser verificada a profundidade do piso dos restantes pneus para determinar, tendo em conta o tipo de veículo e o sistema de tração, se a troca pode afetar o comportamento em estrada e os sistemas eletrónicos do veículo, de acordo com as recomendações do fabricante.

Mito 7: os pneus são praticamente iguais

Dois pneus visualmente idênticos podem ser totalmente diferentes em desempenho, eficiência e segurança. Tração, travagem, resistência ao rolamento, estabilidade, conforto de condução, durabilidade e dispersão de água dependem da qualidade e da engenharia do pneu, bem como da sua correta manutenção. Na compra de pneus novos, a qualidade, e não apenas o preço, deve ser decisivo.

Mito 8: os pneus para todas as estações são apenas para o inverno

Os pneus All-Season, ou pneus para todas as estações, não são apenas uma solução para o inverno. Com marcação 3PMSF, foram concebidos para serem usados durante todo o ano e estão homologados para condução em neve sem necessidade de correntes. Ao combinarem características dos pneus de verão e de inverno, evitam a substituição a cada mudança de estação e adaptam-se melhor a condições meteorológicas variáveis. Por isso, são especialmente adequados para condutores que circulam em zonas com baixas temperaturas, e oferecem bom desempenho não só na neve, mas também à chuva e com temperaturas inferiores a 7°C.

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