Saiba quais são os dez melhores vinhos produzidos em Portugal

25-02-2019

O Quinta da Touriga-Chã 2016, do Douro, foi eleito pela Revista de Vinhos o melhor vinho tinto deste ano e o Principal Grande Reserva 2011, da Bairrada, recebeu igual distinção para os vinhos brancos.

A eleição decorreu no Porto, no âmbito da 16.ª edição Essência do Vinho, que começou na quinta-feira e termina no domingo, e esteve a cargo de um "júri de 50 especialistas de 11 nacionalidades e três continentes" que avaliou "mais de 60 rótulos pré-selecionados pelo painel de provas" da própria publicação e elegeu os dez melhores.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Revista de Vinhos informa também que o melhor fortificado foi o vinho do Porto Dow's vintage 2016, produzido pelo grupo Symington Family Estates, seguido por outro Porto vintage, o Taylor's 2016, e pelo Barbeito Boal 40 Anos Vinho do Embaixador, da Madeira.

Ainda no que respeita aos tintos, o júri deu o segundo lugar ao alentejano Procura Vinhas Velhas 2014, de Susana Esteban, o terceiro ao Sabor(z)inho by António Maçanita 2015, da ilha do Pico, nos Açores, e o quarto posto ao Quinta dos Carvalhais Único 2015, que a Sogrape produz no Dão.

Nos brancos, o Guru 2016, da Wine & Soul, Douro, ficou no segundo lugar, e o Cozs Vp - Vital 2017 em terceiro, sendo este "um vinho natural" produzido na serra de Montejunto pela dupla Tiago Teles e António Marques da Cruz com uma intervenção muito mais focada na vinha do que na adega.

A organização diz que esta competição, conhecida por Top 10 Vinhos Portugueses, é a "mais antiga do país", sendo organizada desde 2006 como "uma plataforma de posicionamento dos vinhos portugueses" nos mercados externos, razão por que houve a "preocupação de trazer a Portugal uma comitiva internacional, multidisciplinar e exemplar nas suas áreas de atuação".

Os vinhos pré-selecionados para esta eleição foram os que "mais se notabilizaram no último ano" entre os provados pelo painel de provas da Revista de Vinhos, explica ainda o diretor da publicação, Nuno Pires.

"Todas as regiões vitivinícolas portuguesas" estiveram representadas, com anos de colheita que vão desde 1985 até 2017, tendo daí resultado "vinhos com perfis muito distintos"

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