Carnaval de Torres Vedras espera meio milhão de visitantes

O Carnaval de Torres Vedras, que espera meio milhão de visitantes entre sexta e quarta-feira, tem este ano um orçamento de 800 mil euros, mais 50 mil do que em 2019, aposta na segurança e promete animação até às tantas.

Dada a afluência de visitantes, a organização decidiu alargar o recinto do corso nas noites de sábado e de segunda-feira, incluindo grande parte da zona de bares, e apostar na segurança, direcionando 119 mil euros do orçamento para o efeito.

As barreiras antiterrorismo vão voltar a existir junto às ruas do corso e há um reforço de oito para 12 câmaras de videovigilância no recinto.

"É um investimento que se faz para aumentar a prevenção e o sentimento de segurança", justificou Rui Penetra, administrador da Promotorres.

O secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, autorizou a instalação e utilização, pela PSP, do sistema de videovigilância na zona histórica da cidade, estando restrito câmaras ocultas, recolha e gravação de sons e visualização de áreas privadas.

"Garantir a proteção e segurança de pessoas e bens em locais de potencial risco são os objetivos a atingir", refere uma nota do Ministério da Administração Interna.

O despacho foi precedido de um parecer da Comissão Nacional de Proteção de Dados, que concluiu nada ter a opor à implementação do sistema nos termos propostos.

No monumento do Carnaval, inaugurado no início deste mês no centro da cidade, aludindo ao tema deste ano, o primeiro-ministro, António Costa, surge como o feiticeiro sábio em práticas de encantamentos e alquimia, fazendo cair os líderes da oposição no seu caldeirão.

O aprendiz de feiticeiro Mário Centeno injeta a riqueza nacional na banca, enquanto Zé Povinho, vítima do feitiço político, continua adormecido no país das maravilhas, à espera de que a carga fiscal seja aliviada.

Joe Berardo, Ricardo Salgado e José Sócrates aparecem disfarçados de mágicos, cheios de talento nos seus truques.

O programa arranca na sexta-feira, de manhã com o corso escolar, em que são esperadas oito mil crianças e jovens, à tarde com o Baile Tradição e à noite com a entronização dos reis do Carnaval.

O Carnaval, que tem por tema "magia e fantasia", mantém os habituais corsos diurnos e noturnos, em que desfilam os sete carros alegóricos, conhecidos pela sátira político-social, e milhares de foliões mascarados espontâneos, muitos dos quais disfarçados de matrafonas (homens mascarados de mulheres), como é típico no concelho.

O evento volta a ter quatro palcos de animação noturna ao ar livre, onde atuam os artistas Toy, no sábado, e Tio Jel, na segunda-feira, além de vários dj, até às 04:00, continuando a animação continua até de manhã nos bares e discotecas da cidade.

Os festejos geram receitas de cerca de 10 milhões de euros na economia local, levando este ano o Ministério da Economia a associar-se ao evento.

A câmara de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, candidatou em 2016 o seu Carnaval a Património Nacional Imaterial, o primeiro passo para vir a ser reconhecido como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).