Novo Dacia Duster: Subida de nível ao mesmo preço

Bem equipado, mais confortável e moderno. O novo Dacia Duster mantém o estatuto 'low-cost' mas ascendeu a um patamar de qualidade que o pode tornar em mais um sucesso de vendas. Em Portugal foi rebaixado 20 mm para pagar classe 1 nas portagens, mesmo sem Via Verde.

O novo Dacia Duster está muito longe da imagem minimalista, embora de grande sucesso, que caracterizou a primeira geração deste SUV 'low-cost' lançado em 2010 pela marca romena do Grupo Renault-Nissan.

O modelo de então era pobre em quase tudo, menos na robustez, na fiabilidade e até na qualidade de construção, o que a juntar a uma imagem exterior apelativa e a um preço verdadeiramente baixo o tornou num imparável sucesso de vendas. Desde aí, a Dacia comercializou mais de 1,2 milhões de Duster, rivalizando com os modelos mais populares do grupo.

Porém, de geração em geração, o construtor foi introduzindo melhorias, novos equipamentos e alguns retoques, para chegar a um patamar de qualidade que, sem sair do conceito de baixo-preço, torna o Duster num modelo francamente interessante e com a uma relação custo/qualidade inigualável.

Comecemos pelo interior, onde o salto qualitativo é ainda mais evidente, através da utilização de novos materiais e revestimentos no tablier e no forro das portas, bancos mais ergonómicos, confortáveis e com melhor regulação, para além de um completo painel de instrumentos e consola central, onde sobressai o ecrã táctil de 7'' do sistema multimédia Media Nav Evolution, conectável com o nosso smartphone, e o novo desenho dos botões (tipo tecla de piano) de acesso a diversas funções do veículo. Aqui, também o selector de climatização, com indicador digital e ar condicionado automático, revela bem a evolução patenteada no Duster.

Ao nível do equipamento, é possível ainda dispor, imaginem, de câmara 360º de ajuda ao estacionamento, algo até agora só disponível em modelos de gama superior. Não faltam sensores de luz e chuva, alerta de ângulo morto, 'cruise control', vidros traseiros escurecidos, entre outros itens.

Por fora, a matriz do Duster mantém-se, mas a modernidade chega com o design frontal, de aspecto mais robusto e atlético, com foco na grelha de grandes dimensões e nas ópticas que incluem luzes diurnas de LED repartidas em três segmentos. Juntam-se novas barras de tejadilho em alumínio, protecções de carroçaria reforçadas, jantes de 17'' e novos farolins traseiros com desenho a lembrar o Jeep Renegade e aí temos o novo candidato a 'best-seler' da marca romena.

Aqui, convém dizer que a robustez não está apenas presente no aspecto, pois o Duster parece ter sido feito a pensar nos maus caminhos que poderá enfrentar, mesmo na versão 4x2. A distância ao solo (200 mm) e os ângulos de ataque e saída permitem aventuras que outros, porventura mais dotados, não garantem.

As motorizações mantêm-se fieis à velha máxima "em equipa que ganha não se mexe" e em Portugal, a Renault apresenta duas versões para o já conhecido 1.5 dCi de 110 cv (4x2 e 4x4) e o 1.2 TCe de 125 cv (4x2). No final do ano poderá chegar uma versão Bi-fuel deste último, com 115 cv.

Para o ensaio efectuado pelo Regiaonline, a Renault disponibilizou a versão Prestige do Dacia Duster 1.5 dCi 4x2, de 110 cv. Deu para comprovar a competência do motor em todo o tipo de utilização, beneficiando da bem escalonada caixa manual de seis velocidades.

Resposta pronta em cidade ou fora de estrada aliada a um comportamento igualmente positivo em estrada ou auto-estrada, sempre com consumos moderados (média global na casa dos 5,6 l/100 km), justificam por que razão este bloco é tão solicitado até por marcas exteriores ao Grupo Renault-Nissan, como a Mercedes.

Em suma: temos carro para todo o serviço, bem equipado, espaçoso (bagageira de de 445 litros) confortável quanto-baste, motor fiável, competente e económico e preços sem igual. A partir de 14.900€ para a versão de entrada a gasolina, desde 19.650€ para o 1.5 dCi Confor 4x2.

Paulo Parracho

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