Salvador Sobral e Conan Osiris entre os artistas de espetáculo solidário em Lisboa

25-03-2019

Os cantores Salvador Sobral, Dino D'Santiago e Conan Osiris e as fadistas Ana Moura e Gisela João estão entre os mais de 40 artistas que atuam a 02 de abril no Capitólio, em Lisboa, num espetáculo solidário com Moçambique.

As receitas do espetáculo "Mão dada a Moçambique", que será transmitido em direto na RTP1 e na Antena1, revertem integralmente para as associações que prestam assistência em Moçambique às vítimas do ciclone Idai.

A lista completa dos mais de 40 artistas que vão passar pelo Capitólio na noite de 02 de abril, hoje divulgada pela promotora do espetáculo, integra: Ana Moura, André Cabaço, André Tentugal, Benjamim, Best Youth, Celina da Piedade, Conan Osiris, Costa Neto, Couple Coffee, Cristina Branco, D'Alva, Dino D'Santiago, Elisa Rodrigues, Elas e o Jazz, Gisela João, Golden Slumbers, Gospel Collective, Héber Marques, Isabel Novella, Joana Alegre, Joana Barra Vaz, Jónatas Pires, Luisa Sobral, Karyna Gomes, Márcia, Maria João, Marta Ren, Matay, Mistah Isaac, Moullinex, Nina Fung, Noiserv, Paulo Flores, Rita Redshoes, Rodrigo Leão, Salvador Sobral, Samuel Úria, Sara Tavares, Señoritas, Surma, Susana Travassos, Tatanka, The Legendary Tigerman, Uxía e We Trust.

A ideia do espetáculo partiu da cantora de origem moçambicana Selma Uamusse, que "mobilizou, em 24 horas, dezenas de artistas e recursos humanos, técnicos e logísticos, para a realização de um espetáculo".

O espetáculo tem início pelas 21:00, "com os artistas a interpretarem um ou dois temas, a solo ou acompanhados por outros artistas, em formato acústico".

A transmissão de "Mão dada a Moçambique" pela RTP (Rádio e Televisão de Portugal) encerra "a emissão especial sobre Moçambique, que terá início nesse dia às 10:00, hora a que serão abertas as linhas para chamadas de valor acrescentado, assim como o 'call center', destinado a assistir e esclarecer pessoas que estão fora de Portugal e/ou que queiram doar um valor superior".

A partir de hoje, estão à venda três categorias de bilhetes para o espetáculo: um bilhete geral (20 euros) e bilhetes-donativo (20 e 30 euros) que não dão acesso ao espetáculo e "destinam-se a pessoas, famílias, empresas e organizações, nacionais ou internacionais que, não querendo ou podendo assistir ao espetáculo, pretendem contribuir".

Além disso, estará à venda no Capitólio a edição especial da revista Visão "Moçambique no Coração", com um custo de 2,5 euros, "cuja totalidade das verbas será doada à missão da Cruz Vermelha em Moçambique".

As receitas do espetáculo irão reverter para sete instituições - AMI - Fundação de Assistência Médica Internacional; Cáritas Portuguesa; Cruz Vermelha Portuguesa; Médicos Sem Fronteiras; Associação HELPO; Fundação Girl Move, a ACRAS - associação cristã de reinserção e apoio social e a Iris Relief -, que "estarão representadas no Capitólio e os respetivos porta-vozes darão conta do que já estão a fazer no terreno e o que preveem fazer a médio e longo prazo".

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 761 mortos, segundo os balanços oficiais mais recentes.

Em Moçambique, o número de mortos confirmados subiu hoje para 447, no Zimbabué foram contabilizadas 259 vítimas mortais e no Maláui as autoridades registaram 56 mortos.

O ministro da Terra e do Ambiente moçambicano, Celso Correia, sublinhou hoje que estes números ainda são provisórios, já que à medida que o nível da água vai descendo vão aparecendo mais corpos.

O número de pessoas afetadas em Moçambique subiu para 531.000 e há 109.000 entradas em centros de acolhimento, das quais 6.500 dizem respeito a pessoas vulneráveis - por exemplo, idosos e grávidas que recebem assistência particular.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que está a preparar-se para enfrentar prováveis surtos de cólera e outras doenças infecciosas, bem como de sarampo, em extensas zonas do sudeste de África afetadas pelo ciclone Idai, em particular em Moçambique.

O ciclone afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas nos três países africanos e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, na noite de 14 de março.